Junho 2014

Tempo

Tempo

Devolvo à minha memória o teu olhar Foi no ano em que éramos jovens Nós e o nosso amor enfeitado de madressilvas borboletas e mais animais mitológicos Veio o tempo que me empurra e eu empurro-te A lua lá fora já não brilha em estrofes não canta elegias e sonetos nem encanta novidades Olho à Continue reading Tempo

Anil

Anil

Pela hora da lua sinto a tua falta. Não há um reflexo que te traga nem luz que te devolva. Partiste. És aura e só memória e contornos indefinidos. Azul, anil, apenas cinza. Sempre passado.

Saudades do futuro (II)

Saudades do futuro (II)

Porque queres que tenha saudades do futuro? Esta é uma cidade cheia de silêncios ruidosos e passageiros sedentários. Olhares lânguidos e surdos. Luzes baças que quase sempre são também esquivas. Coimbra é feita de viagens impossíveis ao passado, mergulhos desesperados no futuro e maremotos sem epicentro. Olhando em volta só se encontram amores impossíveis. (…)Eram Continue reading Saudades do futuro (II)