JM Diogo

Sono

Sono

Encosto a cabeça ao sono e peço-lhe que venha já. Ouve-se lá fora o latir metálico de uma máquina indistinta. Gemido longínquo como de uma fábrica antiga que guarda o rumor de um tempo que passou. Late numa frequência branda, veloz e continua, como um rilhar dentes em surdina. É o som final deste dia. Continue reading Sono