Ficção

Encontra-te

Outubro 19, 2017

Como um furacão sem rumo

és revolta        meio fumo
esparsa voz
lassa

Mas és também  luz
raio que não passa
risco que não anda
prenda que não há

Queres tudo e nada
porque nada é tanto
e o resto pouco

Hás-de pedir-me que te seduza
hás-de ajoelhar-te musa

E eu hei-de contemplar-te
do meu cimo arte
a dissimular frescuras
brancuras

E a tua imagem no braço
arde como cansaço
Queima
teima
e volta e vem
e danças em seu torno
no caminho sem contorno
onde te perdes

E eu sou como tu
e por isso te quero
e por isso te foges

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