Gravidade

Não sei se é esta chuva miudinha que lima as arestas da luz até as deixar rombas, ou se é só o meu peito a querer gritar sem conseguir.

A dor na gente não vem no jornal, nem a gente às vezes sabe que é dor o que atiça as sombras ao braseiro. O que é certo é que estás debaixo de zero, como um líquido imiscível, insolúvel, sem esperança nem solução.

Vasculho o horizonte com olhos míopes.e invoco em Eistein o desejo em viajar no tempo. Rezo aos arquitetos do mundo para que me devolvam à abobada para sempre incompleta desta capela sem santo e sem guerra.

Sinto a queda livre como se fosse a própria queda. Sujeito praticado sem objeto. Vazio.

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