Amor

Como a luz que entra pela vidraça, às vezes luminosa e clara, outras difusa e lenta, o teu amor me trespassa e me fascina. Por do sol que se demora, que cresce e que fermenta. Fé em Deus, câmara clara, força leve e santa.

E a nossa vida segue, flui em fogo e sobressalto, sossega e permanece, incendeia-se em cada momento, em cada palavra e a cada gesto.

Sinto o mundo inteiro no teu peito, insuspeito som, ar que é puro e rarefeito. Jura de herói que ama sempre, mesmo quando dói.

Atento ao teu olhar, procuro no futuro esse caminho. Nasceste na minha vida como um rio. Força bruta e calmaria, margens apertadas, sempre delta, da nascente até à foz. Força de palavras, urgência de alegrias e de nós.

És general no meu peito, meu amor! Sargento do meu trabalho, soldado no coração. És Marte, Júpiter e a Lua. O Sol que que nunca queima e sempre alenta; e a única razão para a uma guerra santa,

Mesmo que sejas toda a Roma imperial e eu apenas um cristão no teu quintal, preciso declarar-te o meu amor.

Mesmo que seja desigual o Deus igual, que quando nosso, promete a luz que emana em ti e me fascina.

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