Liberdade

Liberdade

Liberdade Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. Sol doira Sem literatura O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como o tempo não tem pressa… Livros são papéis pintados com tinta. Continue reading Liberdade

Flor consoante

As flores do pão de canela em todas as mesas se falam homens antigos e mulheres de histórias que não viveram memórias só gestos de agora é verão na cara deles há delas memória e um precipício em tempo e um muro quente que se derrete sem pressa

Tempo

Tempo

Manobras o ponteiro dos minutos como se fosses uma fera enjaulada. Como se nada houvesse que não seja o vazio eterno dessa estrada. Não me levanto nunca  sem pedir que a tua alma acabe, que o teu leito resvale, que o teu cigarro se apague; e cinza e sono e deus, se ponham de acordo Continue reading Tempo

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Com a leveza do ar e o peso das memórias levanto voo no anoitecer de sábado. É a viagem, é a viagem! É o mar é o mar me chama. É a terra que deixo sempre para trás Sem a olhar como merece. Vertigem da vertigem [a vertigem dá vertigens] E eu prossigo impassível como Continue reading Seguir

Tempo

Tempo

Devolvo à minha memória o teu olhar Foi no ano em que éramos jovens Nós e o nosso amor enfeitado de madressilvas borboletas e mais animais mitológicos Veio o tempo que me empurra e eu empurro-te A lua lá fora já não brilha em estrofes não canta elegias e sonetos nem encanta novidades Olho à Continue reading Tempo

Anil

Anil

Pela hora da lua sinto a tua falta. Não há um reflexo que te traga nem luz que te devolva. Partiste. És aura e só memória e contornos indefinidos. Azul, anil, apenas cinza. Sempre passado.

Saudades do futuro (II)

Saudades do futuro (II)

Porque queres que tenha saudades do futuro? Esta é uma cidade cheia de silêncios ruidosos e passageiros sedentários. Olhares lânguidos e surdos. Luzes baças que quase sempre são também esquivas. Coimbra é feita de viagens impossíveis ao passado, mergulhos desesperados no futuro e maremotos sem epicentro. Olhando em volta só se encontram amores impossíveis. (…)Eram Continue reading Saudades do futuro (II)