Quetzal

Tenho sono. Vou com certeza perguntar-me, quando ele me pesar nas pálpebras e me distender sorrisos nos lábios, se também esta noite sonharei contigo.

Apesar da distância aquelas horas mágicas de diálogo inesperado faziam sonhar de novo com serpentes emplumadas. Há sempre um momento em que até o sol se transforma numa estrela cadente, disse-lhe devagar, e mesmo à frente dos nossos olhos e sem que nenhum de nós consiga perceber nem quando ou porquê.

Tu desconversas. Realmente, na foto tem um sorriso muito bonito e a transbordar franqueza. Compreendo porque o fazes e deixo-te seguir A vida tem sido uma escola de estudos avançados sobre como praticar a minha paciência e a aceitar a do outro. E praticar o desapego, sentencias. Caso contrario, acabamos nos desgastando e no final de contas, não passam de momentos na vida. E que passam. Tudo passa.

— Não percebo onde de repente foste buscar tanto pessimismo…

Talvez seja de novo aquela tua dimensão mágica, sensual e trágica, com que enfrentas as coisas inevitáveis. Intensa. Muito forte. Coisa que se sente.

— Mais tarde, quando o devido tempo passa, vemos como tudo é relativo.

— Tudo é temporário afinal.

— É mesmo. Ou quase tudo.

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