Poesia

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Novembro 8, 2014

Com a leveza do ar e o peso das memórias levanto voo no anoitecer de sábado.

É a viagem, é a viagem! É o mar é o mar me chama.

É a terra que deixo sempre para trás

Sem a olhar como merece.

Vertigem da vertigem [a vertigem dá vertigens]

E eu prossigo impassível como se a tempestade lá fora não me molhasse alma e encharcasse de raiva as palavras que não quero nunca dizer.

Elas estão lá. Todas aguçadas como nos poemas de punhais.

Mas não as digo.

Sigo.

É disso que agora trato.

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