Lua Nova

Bate-me o coração no peito quando te vejo, qual onda que rebenta em volúpia solar.

Arfo corro deslargo o som e acendo a fúria desse from e só sinto o mar a encher marés como se fossem infinitas as horas do dia.

Corro até ti descalço na avenida, resgatando a máquina das palavras que te dou. Paro à porta antes de entrar e escrevo aqui o que sinto
Processo as emoções de mim.

Que é isto que nunca tive?

Que é isto que não sei?

Que sinto agora?

Que Semeei?

O coração abranda. A porta continua fechada. Não a do teu coração.

Mas uma coisa é certa nas palavras: a tua chama-se amor.

Penso que talvez um dia, não sei quando, não posso adivinhar, depois da poesia dita, palavra escrita, isso vai acontecer

Um sorriso nascerá na linha branca que agora em silêncio fica onde pela primeira vez lerei a palavra: desejada.

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