Tempo

Lolita

Lolita

Hás-de sempre ser longe Ubasti distante sem vértice Esquadro vago raso ângulo Hás-de ser Ailuro que chegue e mate todas as memórias nas esquinas de Mykonos Hás-de ser minha e prematura E eu o  guizo que acompanha essa prisão que não  toleras Hás de ser só gato  e eu só Anubis e  sem saberes o som da liberdade

Tempo

Tempo

Manobras o ponteiro dos minutos como se fosses uma fera enjaulada. Como se nada houvesse que não seja o vazio eterno dessa estrada. Não me levanto nunca  sem pedir que a tua alma acabe, que o teu leito resvale, que o teu cigarro se apague; e cinza e sono e deus, se ponham de acordo Continue reading Tempo