Poesia

Tempo

Março 14, 2015

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Manobras o ponteiro dos minutos como se fosses uma fera enjaulada.

Como se nada houvesse que não seja o vazio eterno dessa estrada.

Não me levanto nunca  sem pedir que a tua alma acabe,

que o teu leito resvale,

que o teu cigarro se apague;

e cinza e sono e deus, se ponham de acordo

com os males que são os teus.

Vai-te tempo, morre vinho, que não há nada em vós, que eu desatino.

Quero como os outros o sangue novo dos avós,

e o mar e o som e  a fúria;

o resto somos nós .

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