Poesia

Urgência 

Abril 5, 2016

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Não és um barco no mar.

És o mar ao largo deste sonho

dentro de Vénus alinhado de estrelas

Mar de amor brilhante, Marte

Ferrete dos deuses e oráculo

Altar apócrifo

Senáculo

Não és um barco no mar

És o poiso lento dos navegantes

A fobia clara do minuto que passa

do segundo lento

do século em brasa

Não és um barco no mar

És silêncio de morte e lua nova

Breu e calmaria

Noite em pleno dia

Não és um barco no mar

és só ciúme

Doença de marinheiro

Escorbuto e lume

Dá-me fogo que anoiteço

Ilumina o céu sem preço

e acende a chama doutra lida

Onde o barco no mar sejas tu

E sejas a vida

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